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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cotas na universidades para pessoas com deficiência, outro lado da moeda.

Eu realmente acredito na democracia, por mais que ela produza certas aberrações. Com a mesma veemencia, sou um ácido critico do politicamente correto. Sendo assim, abomino sobremaneiura aqueles que usam a democracia e o politicamente correto em seu benefico próprio. Para certas pessoas dizerem-se democratas é fácil, o dificil para elas é conviver com uma opinião divergente. è o que acontece quando se exprime a contrariedade ao sistema de cotas para pessoas com deficiência, logo eu que tenho baixa visão, ser considerado preconceituoso e reacionário. é tão lamentável quanto inveridico.
Sou sim favorável ao sistema de cotas para pessoas de baixa renda - e se os critérios são falhos, arrumem-se os modos de aferir a renda. Mas, se formos aderir a cotas para negros apenas, como fica o branco pobre? Entendo que os movimentos sociais tem seus direitos, apenas acho que a maior chaga desta nação é desiguladade de renda, e isso não escolhe cor, religião ou condição corporal. Ainda assim, acho que juntamente com ela devemos ter uma politica voltada para a educação básica fazendo com que as cotas sejam provisórias, e não permanentes. Educar a todos os igualando quando a diferença os oprime, e os diferenciando quando a igualdade os apaga, parafraseando Boaventura Souza santos
No que diz respeito à pessoas com deficiência sou contrário frontalmente, pois um sujeito com deficiência rico, como fica?
Sendo menos radical e mais objetivo: não acho que a condição corporal ou cognitiva de um sujeito seja justificativa, pois o que interfere na sua formação é sua condição social. E a gente sabe que há muitas pessoas com deficiência com condição financeira, aproveitando gratuidade em cinema, no teatro qualquer outra "vantagem". Reinvindicar a melhiria do acesso aos meios de informação e conhecimento é fundamental, ir atrás dos seus direitos é um dever nosso, lutar pela melhoria da estrutura arquitetonica e contra as barreiras atitutinais também é uma boa ideia. 
Mas porque as pessoas com deficiência precisariam de priviolégios se a acessibilidade fosse cumprida? Já temos leis para isso, então reivindique-se essas leis, e não um beneficio que merece seus méritos mas que não pode ser banalisado.
Se fossemos nos guiar pelo politicamente correto faltariam cotas para todas as minorias... Além disso, as cotas não podem ser usadas como estandarte politico partidário.
Toda essa discussão tem que ir além do acesso à universidade. Se a pessoa com deficiência recebe a cota, entra na universidade, como ela vai continuar lá? o que vai acontecer quando ela sair? Por exemplo, no campus da ufrgs cota pra um cadeirante no capus do vale como será cumprida?
Mas o pior e mais grave de tudo isso: muitas pessoas com deficiência conseguem sucesso em suas profissões - sem cota - e comprovam que a deficiência está no ambiente e não na diferença corporea do sujeito. Muito já conseguimos para diluir barreiras atitudinais embora haja longo caminho ainda. Já avançamos largos passos para mostrar que podemos ser independentes, autonomos e que temos capacidade de ter sucesso quando os meios nos são providos.
Agora aparecem pessoas que não tem conhecimento ou embasamento para debater a questão e simplesmente tentam colocar por agua abaixo toda essa luta, reivindicando o assistencialismo e o paternalismo estatal. 
As cotas são um atestado de incapacidade e de imcompetência das pessoas com deficiência, atestado que eu não assino jamais. A gente sabe que existem muitas pessoas com deficiência que adoram choramingar e fazer papel de vítima, isso é muito cômodo para muitos. Ser a vítima transfere responsábilidades, mas limita o universo de possibilidades.
Respeito essas posturas, mas não me peçam para concordar e agir do mesmo jeito. Continuarei reivindicando os meus direitos, lutando pelo que eu acho certo. Não porque eu me ache uma vítima da sociedade, mas porque eu acredito que a demonstração de competência e qualidade é exemplo para aqueles que duvidam da capacidade de alguém com deficiência. Primeiro faço a minha parte, depois eu faço as cobranças.
Concordando ou não essa é minha modesta opinião.


Curso de Extensão “Educação, Cultura e Acessibilidade”,

Está no ar o blog do Curso de Extensão “Educação, Cultura e Acessibilidade”, que acontece na Faculdade de Educação da UFRGS. As aulas serão ministradas pelos professores coordenadores Felipe Leão Mianes e Mariana Baierle Soares e por professores convidados. Os encontros ocorrem nas terças a noite, de setembro a novembro.
Mais informações pelo link:
http://cursoeducabilidade.blogspot.com.br/

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Documentário Olhares estreia dia 16/05

Link para ouvir o audio:
http://www.youtube.com/watch?v=-FN5nP3K2_E&feature=youtube_gdata

É com imensa alegria que comunico a todos que no próximo dia 16 de maio (quarta-feira) acontece a primeira exibição do documentário OLHARES, dentro da programação do II Seminário Nacional de Acessibilidade da UFRGS (inscrições e programação completa: http://acessibilidadecultural.wordpress.com).

A exibição do filme será seguida por um debate coordenado pelos diretores ( Felipe Mianes e Mariana Soares). Ah, e como não poderia deixar de ser, “Olhares” conta com audiodescrição!

Descrição da foto: Sobre a imagem, o título “Olhares” em destaque, centralizado e em letras amarelas. Visto de cima e levemente desfocado, um piso de pedras portuguesas claras com rejunte escuro. À esquerda, uma bengala branca corta a imagem de cima a baixo. No centro, um pé com tênis preto e parte da perna de uma pessoa de calça jeans azul.



FICHA TÉCNICA
Título: Olhares
Ano: 2012
Direção: Felipe Leão Mianes (historiador e doutorando em Educação pela UFRGS) e Mariana Baierle Soares (jornalista e mestre em Letras pela UFRGS). Ambos com deficiência visual, são pesquisadores na área da produção cultural e prestam consultoria sobre acessibilidade e audiodescrição
Gênero: documentário
Sinopse: Documentário sobre o acesso à cultura por pessoas com deficiência visual. Indivíduos cegos e com baixa visão trazem diferentes olhares sobre suas próprias experiências de vida, debatendo os problemas e as potencialidades de sua inclusão cultural por meio de recursos como a audiodescrição. Relatos que nos desafiam a refletir: É apenas de inclusão que precisamos? O que seria realmente a inclusão?
EXIBIÇÃO
Data: 16 de maio (quarta-feira), dentro da programação do II Seminário Nacional de Acessibilidade da UFRGS
Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS (Rua Sarmento Leite, 320 – Centro – Porto Alegre)
Horário: das 16h às 18h


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pingando palavras

Diverso
    Verso
     Ver
           Só

Oculocentrismo,
Força Centripeta.
Contraconduta.
Blind Power,
Diferença,
Crença,
Cresça,
Apareça.

A-cróstico.
A-gnóstico.
A-caso.
A-temporal.
A-normal.

Esquina,
escolha,
estremece,
estado,
estável.

Transgredir regras.
Romper grades.
Consequencias graves.
Segurança ou liberdade?
Prostração ou perspicácia?

De certezas,
Só o incerto.
De dogmatico,
Só a doutrina.
De derrotado,
só o desistente.

Finalizar fagulhas.
Plantar fogueiras.
Ultrapassar fronteiras.
O impossível que acontece.
Dos obstáculos,
degraus faço.
Perco,
aprendo,
persisto.

Viva a vida!
Gira a roda,
Roda Viva...
......
Felipe Leão Mianes