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sexta-feira, 27 de março de 2015

Ao perene amor

De que me adianta dormir
Se não estiver em ti enlaçado.
Estar acordado sem teu abraço.
É o pesadelo mais nefasto.
A dor da tua ausência.
Esmigalha minha existência. 

De que me vale estar vivo.
Se não posso estar contigo.
Meus pensamentos te beijam calientes.
Nos lábios teu gosto sempre presente.

Te amo para além de todas as razões. 
Subverto ordens e convenções.
Desbravaria o mundo para achar.
A solução que pudesse te salvar.
Mas ela aqui dentro está. 
Pulsando em meu coração tão perenal.
De um amor incondicional.

Quando de mim está distante.
Saudade me dói lancinante.
Mas quando te revejo sorridente.
Borbulha paixão tão ardente.
Reacendendo a chama. 
De minha existência que parecia perdida.
Se inunda de plena alegria.
Amor da minha vida.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Molde mal acabado



Sensível demais
Rude demais
Rico demais
Pobre demais
Desligado demais
Antenado demais
Inteligente demais
Burro demais

Amoroso de menos
Desapegado de menos
Romântico de menos
Cafajeste de menos
Eufórico de menos
Passivo de menos
Altruísta de menos
Egocêntrico de menos

Quanto mais tento entender a equação da vida
Menos consigo chegar a um resultado final.
Quanto mais luto pelo meu lugar no mundo.
Menos o encontro.

Sou sempre um molde mal acabado.
Que ora é demais, ora é de menos.
Sou como uma velha blusa puída.
Que não se usa por estar suja e velha.
Mas não se joga fora por piedade ou desdém.

Vivo como as pedras da estrada.
Que não são pisadas nem chutadas.
Não sou aceito nem no céu nem no inferno.
Sou o frio no verão e o calor no inverno.

Procuro meu lugar no mundo.
Vasculho nos recantos mais profundos.
A solidão é a única companheira.
Até a hora derradeira.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Festival de cinema acessível movimenta a cena cultural do estado

O Festival de Cinema Acessível vai movimentar a cena cultural do Estado com títulos do cinema brasileiro. Este será o primeiro festival de cinema do país em que pessoas com e sem deficiência poderão assistir, na mesma sessão, a clássicos do cinema nacional. “As pessoas com deficiência ainda são pouco lembradas enquanto público-alvo de obras fílmicas. Queremos romper com essa ideia e mostrar que cinema é lugar de todos”, garante o gestor e idealizador do projeto Sidnei Schames.

Os longas-metragens “O Tempo e o Vento”, “O Homem que Copiava”, “Saneamento Básico, O Filme” e “Dois Filhos de Francisco” serão exibidos com recursos de acessibilidade para pessoas cegas, com baixa visão, surdas e com deficiência auditiva. A primeira etapa do Festival vai acontecer entre maio e junho na Cinemateca Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, sempre nas sextas-feiras às 19h30. No mês de agosto já está prevista uma sessão especial durante a Semana Estadual da Pessoa com Deficiência com a exibição de um dos títulos de maior sucesso durante o Festival.

Os preparativos para o Festival estão em fase avançada e nessa reta final estão envolvidos mais de vinte profissionais, entre roteiristas, narradores, consultores em audiodescrição, intérpretes de Libras, cinegrafistas, produtores culturais, curadores, técnicos de áudio e de estúdio, comunicadores e profissionais de legendagem.

O Festival de Cinema Acessível é uma realização do Estúdio Som da Luz através da Lei Rouanet, com patrocínio do Banco do Estado do Rio Grande do Sul e Banrisul Consórcio e apoio da Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana. A curadoria é de Gilnei Silveira e Zé Geraldo.

Na segunda etapa do projeto, que aguarda patrocinadores, serão exibidos mais cinco filmes. Entre os possíveis títulos estão: “Se eu fosse você”, “O Palhaço”, “Tropa de Elite 1 e 2”, “Jogo de Cena”, “Xingu” e “Quando eu era vivo”. Para o consultor em audiodescrição do Festival, Felipe Mianes, que tem deficiência visual, “é imprescindível que empresários e produtores culturais percebam a importância de apoiar um Festival como esse. Nós queremos ir ao cinema e os locais não estão preparados para nos receber”.

SERVIÇO:

O quê: Festival de Cinema Acessível

Datas: 8 de maio (O Homem que copiava); 22 de maio (Saneamento Básico, O Filme); 5 de junho (O Tempo e o Vento) e 19 de junho (Dois filhos de Francisco) – sempre nas sextas-feiras

Horário: 19h30

Onde: Cinemateca Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro – Porto Alegre/RS)

Facebook: Festival de Cinema Acessível

Ingresso: entrada franca com recerva prévia pelo email festivalcinemaacessivel@gmail.com

quinta-feira, 12 de março de 2015

Com todo meu ardor



Para os dias em que a tristeza te tomar,
Quero ser o sol que tuas lágrimas vai secar.
Nos momentos em que a solidão te machucar.
Eu estarei aqui para te abraçar.

Quando você cair,
Quero ser a mão estendida.
Que fará da tempestade.
Uma bela brisa.
Vou te arrancar a dor com um sorriso,
Com um ombro amigo,
e meu amor desmedido.

Farei de tua vida um jardim colorido.
Onde poderás tocar o amor,
Sentir o cheiro da paixão,
Saborear o meu deleite,
Ouvir a sinfonia que une.
Dois corações tão compassados.
Que esquecem as dores do passado,
Vivendo essa história com ardor.
Com o mais sincero e profundo amor.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Porta entreaberta



Sonhos reprimidos.
Desejos escondidos.
Quanto tempo poderia levar.
Bem mais do que eu quis.
Bem menos do que o nunca.

O compromisso que tenho,
é só com minha felicidade.
Sempre intransferível e inadiável.
Torno-me dono de minhas ações.
Reaprendo a ser livre.

Quando volver a volúpia.
Desfrutarei do devaneio.
Tão intenso e delicado como o primeiro.
Quero consumar.
Esse desejo que me consome.

Quando a chama arder.
Saberei deixar-me render.
Ao sábio e inesquecível prazer.
Depois de ter havido a primeira.
Espero não ter sido a derradeira.
E para novamente acontecer.
A porta ficará entreaberta.
Para quando quiser voltar.