Quando a vida se faz escuridão.
E os sonhos parecem esmigalhados.
me dê a tua mão.
Pois estarei sempre ao tsu lado.
Se a dor for lancinante.
E não achar uma saida.
Te mostro um mundo cintilante.
Te guiando pela vida.
Essa ferida que te faz sangrar.
Logo vai cicatrizar.
Pois tua estrela sempre há de brilhar.
Que a tristeza te traga sabedoria.
Para fazer as escolhas mais acertadas.
Se te sentes vazia e solitária. Muda de estrada onde caminha.
Enlace tua vida com a minha.
Sem saber onde eu começo e você termina.
Teus problemas não me farão desistir.
E nem meu amor se extinguir.
O que preciso para ser feliz.
É simplesmente te ver sorrir.
Um espaço para exposição de minhas ideias e percepções de mundo, debatendo dentre tantos temas, sobre as questões relacionadas às pessoas com deficiência visual, acessibilidade e inclusão. Não espero apresentar soluções, mas ser provocativo e pôr em xeque as certezas
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
A minha (não) razão
Quando te procuro,
e somes no escuro.
Me perco nas incertezas,
dos porques me deixa esperando.
Se é distração,
ou um modo de me manter em tua prisão.
Sempre que há algo bom,
logo depois desaparece.
Preciso fazer tantas preces,
passar por cima de mim mesmo,
dar sempre o próximo passo,
pedir desculpas não sendo o culpado.
pisoteio no meu orgulho.
E ainda que esteja certo me digo errado.
Por medo de não estar a teu lado.
A dor atravessa o peito com mais intensidade.
Às vezes só eu me importo de verdade
Não posso mentir a ninguém.
Quando acontecer novamente
vou desculpar também.
Ainda que com sofrimento latente,
e o coração combalido.
Nada disso importa,
se estarei sempre contigo.
Não sei me desenredar,
desse amor desmedido
Basta ouvir tua voz doce,
me contando seja lá o que fosse,
esqueço toda tristeza que trazes,
com tuas promessas de sempre amar-me.
Baseado nas tuas juras,
minhas feridas curas.
Mesmo sabendo que muitas ainda virão.
Tu és da minha vida a (não) razão.
e somes no escuro.
Me perco nas incertezas,
dos porques me deixa esperando.
Se é distração,
ou um modo de me manter em tua prisão.
Sempre que há algo bom,
logo depois desaparece.
Preciso fazer tantas preces,
passar por cima de mim mesmo,
dar sempre o próximo passo,
pedir desculpas não sendo o culpado.
pisoteio no meu orgulho.
E ainda que esteja certo me digo errado.
Por medo de não estar a teu lado.
A dor atravessa o peito com mais intensidade.
Às vezes só eu me importo de verdade
Não posso mentir a ninguém.
Quando acontecer novamente
vou desculpar também.
Ainda que com sofrimento latente,
e o coração combalido.
Nada disso importa,
se estarei sempre contigo.
Não sei me desenredar,
desse amor desmedido
Basta ouvir tua voz doce,
me contando seja lá o que fosse,
esqueço toda tristeza que trazes,
com tuas promessas de sempre amar-me.
Baseado nas tuas juras,
minhas feridas curas.
Mesmo sabendo que muitas ainda virão.
Tu és da minha vida a (não) razão.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
verdades cruas
Achas que só amor é suficiente?
As coisas são bem diferentes.
Não bastam apenas palavras.
É preciso saber aplica-las.
Amar também e fszer escolhas.
E ainda que doa.
Mais vale a verdade crua.
Que uma mentira temperada.
Se é minha boca que queres beijar
Se é em meus braços que queres morar.
Mais que desejo tens que demonstrar.
Tens que romper laços para outros semear
Quando tuas mãos tocam outro alguém.
E tua boca beija a outrem.
Sinto o coração despedaçado.
Meu orgulho solapado.
Vivo como fugitivo.
Na covardia de um amor escondido.
Amor pela metade.
para mim já não vale.
E por mais que seja imenso.
Há que ser intenso.
E se não sorvido por inteiro.
Será só cicatriz do passado.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Já que você se foi
Quando você se foi
E seus olhos cerraram.
Meus sorrisos cessaram
A dor fez morada no meu peito,
viver sem ti de que jeito?
Quando você se foi.
Segurando em minha mão.
Entendi que chegara o momento.
Da liberdade eterna do desprendimento..
Quando você se foi.
Levou contigo uma parte,
do que de melhor existia em mim.
Comigo deixaste acesa,
a chama da tua beleza.
Não feneceu de todo.
Enquanto houver brilho em meu olho.
Estarás plena dentro de mim.
Por isso sigo mesmo assim.
Ja que você se foi
espero que seja
a mais bela estrela
que guia meus passos inseguros
me livrando dos medos obscuros.
e mostrando a felicidade que ainda procuro.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Gratidão ad eternum
Todos os anos escrevo textos refletindo sobre o natal ou sobre o ano novo, mas agora isso não foi possível diante dos compromissos que tenho em terminar minha tese. Por outro lado, creio que um dos principais propósitos dessas festas de fim de ano é demonstrar gratidão por todas as pessoas ou coisas que nos fazem bem. Unindo essa ideia com meu trabalho, decidi publicar os agradecimentos que irão constar em minha tese, e agradecer a todos que de algum modo me ajudaram a concluir essa etapa tão importante na minha vida.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente, agradeço a mim mesmo pelo tempo, dedicação e
perseverança que aprendi a ter durante essa caminhada, além de tantas outras
coisas que conquistei nesse período. Em seguida e não menos importantes, à
todas as pessoas cegas e com baixa visão do mundo, pois foram elas que me
inspiraram a realizar essa tese e que me mantém forte para continuar na luta pelos
nossos direitos.
À meus pais Nivaldo e Rosane Mianes, que são meus exemplos
de conduta pessoal e, mais do que isso, desde sempre me ensinando a ter
autonomia e responsabilidade, não vendo na deficiência um problema e sim um
mundo de possibilidades. Muito grato aos demais familiares que de algum modo
contribuíram para essa trajetória percorrida.
Meu agradecimento mais do que afetuoso para minha
orientadora Lodenir Karnopp, uma pessoa sensacional com quem aprendi tantas
coisas sobre a vida. Além das orientações, indicações de leituras, sugestões de
escrita, “puxões de orelha” e elogios, contigo aprendi que pode haver afeto e
poética na academia. Como diz o cancioneiro: “se alguém/ já te deu a mão e não pediu mais nada em troca/ pense bem/
Hoje é um dia especial..”, pois fizeste de cada dia desses últimos seis
anos - entre mestrado e doutorado - um dia especial. Muito, muito obrigado!
Com muito respeito e afeto, sou grato a todos os colegas que
tive no PPGEDU, sobretudo, aos que estiveram comigo em nosso grupo de pesquisas
por todas as contribuições diretas e indiretas ao meu trabalho. Obrigado também
a todos os professores que tive a chance de ser aluno e daqueles que mesmo não
sendo, ainda assim me ensinaram tanto.
Especialmente à Janete Muller e Graciele Kraemer, que desde
sempre estiveram ao meu lado estabelecendo uma sólida e bela parceria acadêmica,
na leitura e pareceres sempre qualificados sobre minhas pesquisas. Obrigado
pelo tempo e dedicação despendida, além da qualidade das observações de vocês,
me fez crescer muito como pesquisador e como sujeito. Espero poder continuar
privado de suas amizades e parcerias profissionais.
Muito obrigado aos profissionais do Programa Incluir, que
durante tanto tempo me acolheram e me disponibilizaram todos os materiais e
estrutura de acessibilidade que precisei durante todo o período. À Adriana
Thoma pela amizade, carinho e parcerias de sempre – inclusive as de além mar -,
às amigas bolsistas Thayse Benedet, Bianca Peixoto e demais que sempre foram
atenciosos comigo. Obrigado Fabiana Guedes, por teu trabalho, por teus
conselhos e pela amizade. Também agradeço especialmente à Liliane Birnfeld, que fez a pergunta que
mudou a minha vida, no dia em que entrei pela primeira vez no incluir sendo
recebido com a pergunta: “do que você precisa?”, e também por todo carinho e
dedicação de sempre.
À Patrícia, que esteve comigo durante grande parte dessa
trajetória me apoiando tanto quanto possível, meus sinceros agradecimentos. Aos
amigos Carlos Ely, Juliano Dobertein e Fernando Becker, pelas conversas
edificantes e inspiradoras de novas possibilidades de reflexão. Ao saudoso MAQ
e a todos aqueles que nos deixaram, mas que continuam me inspirando a ser e a
fazer.
Agradeço à Lisandra
Correa, amiga muito especial que sempre me faz pensar em nossas conversas, e
que é um exemplo de conduta e conhecimento para todas as pessoas cegas e com
baixa visão. Grato pelos conselhos, e saiba que minha tese ficou mais rica com tua ajuda.Muito obrigado Mariana Baierle, minha ‘maninha’ mais nova, com quem tenho
o privilegio de conviver e aprender cotidianamente. Tua amizade é muito importante para mim em
todos os sentidos, e que seja ad eternum.
Queridos Rafael Giguer e Ariane Kravczyk obrigado pelos conselhos pessoais e
profissionais tão pertinentes e, claro, pelos debates sobre nossa condição de
baixa visão.
Tenho certeza de que não escrevi a tese sozinho, e sim com a
ajuda de todos que foram aqui mencionados. Fica minha gratidão e felicidade por
ter um pouco de cada um de vocês em meu trabalho. Sinto-me lisonjeado por terem
cruzado meu caminho. Continuemos lutando juntos pelo direito a ser diferente, e
por um mundo onde mais importante do que enxergar, seja aprendermos a ver.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Até a próxima, UFRGS
Uma das coisas que a deficiência visual me trouxe de bom é
ter aprendido muito com minha bengala branca. Descobri que ela só me leva para
frente e não importa quantos obstáculos existam, segue adiante. Não nego que
são muitas as ocasiões em que mesmo minhas pernas indo para o futuro, viro a
cabeça e olho por trás de meu ombro para ver se encontro nem que seja um
borrado de meu passado.
Essa história da bengala branca me guiar para meu norte se
aplica aos objetivos pessoas e profissionais, ao fato de não guardar rancores por
muito tempo ou algo do tipo. Porém, isso não quer dizer que eu não relembre o
passado ou que não o valorize, muito pelo contrário, eu sinto saudades de tantas
coisas. Muitas que não há como retomar – ao menos nessa vida – doerão para
sempre, outras ficam na caixinha das boas lembranças e da saudade que me faz
sorrir.
Despedidas sempre me deixaram triste, por mais que a decisão
tivesse sido minha e que assim eu siga convicto. E, quando é algo que não depende
de mim, fico ainda mais sensível e com o peito queimando. Sei que isso acontecerá
em muitos momentos, já que a vida é feita de encontros e despedidas, como diria
o cancioneiro. Isso não impede que eu sinta o mesmo gosto amargo todas as
vezes.
Estou na UFRGS desde 2005, quando ingressei na graduação em
Pedagogia. Então, era um rapaz de 22 anos que tinha uma visão limitada sobre a
vida e sobre si mesmo, achando que as parcas migalhas possíveis seriam o
suficiente para uma trajetória feliz. Tinha sonhos que hoje considero rasos, e
que na época entendia como quase inatingíveis.
Durante esse tempo eu me aceitei de coração como alguém com
deficiência, e hoje sinto como se eu jamais tivesse negado a mim mesmo. Aprendi
que é preciso lutar pelo outro, por mais que ele não me seja recíproco, que
tenho direitos pelos quais lutar. Aos poucos, fui me dando conta daquilo que me
fez feliz como nunca, lutar com as armas que tenho para um mundo que respeite
mais as pessoas com deficiência.
As armas que eu tenho são as minhas palavras e as minhas
ações. A minha maneira de agir para um mundo melhor é sendo docente e
pesquisador/ativista, fazendo de minha existência a tentativa de mostrar que
podemos ir muito mais longe do que se pensa. Muitos dizem que as palavras que
escrevo e falo as tocam, e quiçá seja esse meu rumo, tentar mudar as coisas
através de meus trabalhos. Fiz e farei a minha parte para continuar vendo o
sorriso das pessoas que se identificam com o que digo e que se sentem
confortadas em ver que há pessoas como elas e lutando por elas.
Em minha trajetória entre graduação e doutorado percebi que
é esse pulsar das pesquisas, o movimento da docência e as batalhas diárias em
favor do direito a ser diferente que me fazem sentir pleno. Em inúmeras
oportunidades pensei em desistir, já que as coisas pareciam não mudar, e mesmo
assim segui, vendo ali adiante e em gestos tão simples que os resultados das
coisas dependem dos olhos com que as vemos.
Sempre reivindiquei uma universidade melhor, já que sinto
como se tudo ali fosse um pouco meu, afetivamente falando. Lembro-me da vez em
que nosso PPGEDU retomou o conceito 6 da CAPES outrora perdido, e o que para
muitos seria só um número, para mim foi o retorno ao lugar de onde não deveríamos
ter saído, e eu que fiz parte dos que lutaram por isso, me emocionei como se
fosse minha família que tivesse sido contemplada.
Por lá fiz muitos amigos e não há um dia que eu circule pela
Faculdade de Educação que eu não encontre alguém que eu goste ou que me recebe
com um sorriso verdadeiro. É uma pena que não tenha guardado na memória visual da
fisionomia de todas elas que levarei sempre dentro de mim. Discordei de muita
gente, a maioria fez com que eu crescesse como pessoa e como pesquisador por me
incentivarem a ser melhor do que fora. Outros que passaram do limite do
aceitável, desses nem lembro mais.
Depois de todo esse tempo, amanhã, dia 16 de dezembro de
2014 será meu último dia de aulas antes da defesa do doutorado. Aprovado ou
não, as aulas - como aluno - na UFRGS se encerrarão para mim. Nunca mais vou
reclamar das cadeiras desconfortáveis, ou do equipamento que não funciona ou da
falta de acessibilidade na biblioteca.
Porém, eu também nunca mais vou levantar no dia mais chuvoso
e frio do ano com alegria pelo simples fato de ir à UFRGS. Não vou mais ter o convívio
diário com tanta gente que me faz bem e que já são amigos para todo sempre. Não
vou mais vivenciar cenas engraçadas e tristes como gostava de acompanhar. Não vou
mais poder dizer um simples: “até amanhã então...”
Poderia ficar aqui horas escrevendo sobre como esse tempo
todo mudou a minha vida. Mesmo sendo mestre e quase doutor, sinto-me com animo
de ir em frente como se eu ainda fosse aquele menino impetuoso de 22 anos. No
entanto, agora tenho também a sabedoria e a serenidade de 32 primaveras
vividas. Sei que tenho muito ainda para realizar pela vida, mas eu jamais me
esqueço de onde venho, e a UFRGS é e será a minha casa.
Não sei como vai ser daqui para frente, se e onde vou
trabalhar como docente ou outra surpresa que a vida possa me reservar. Quem
sabe um dia eu possa retornar como professor, o que muito me honraria para o
resto da vida. O que eu sei no momento é que tenho que me despedir por
enquanto, e para usar um clichê que se aplica perfeitamente nesse caso, digo
que saio da UFRGS, mas em momento algum ela sairá de dentro de mim...
sábado, 29 de novembro de 2014
Entre brumas
.A tristeza desmedida.
Toma conta de minha vida.
Meus olhos se inundam.
E o peito arde sem fim.
Quando nossos caminhos andavam descompassados.
Floresceu um desejo oculto
E agora que seguimos o mesmo rumo.
Onde tudo se perdeu?
O brilho dos meus olhos apagou.
Meu sorriso cintilante cessou.
Minha voz de suplica calou..
O coração esmigalhado quase parou.
Tenho medo do futuro.
E como será o proximo passo.
Perdeu a graça meu mundo.
Porque não estou ao teu lado.
Toma conta de minha vida.
Meus olhos se inundam.
E o peito arde sem fim.
Quando nossos caminhos andavam descompassados.
Floresceu um desejo oculto
E agora que seguimos o mesmo rumo.
Onde tudo se perdeu?
O brilho dos meus olhos apagou.
Meu sorriso cintilante cessou.
Minha voz de suplica calou..
O coração esmigalhado quase parou.
Tenho medo do futuro.
E como será o proximo passo.
Perdeu a graça meu mundo.
Porque não estou ao teu lado.
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